Logitech G Pro X Superlight 2: depois de 1 ano de uso, vale mesmo a pena?
Eu usei o Logitech G Pro X Superlight 2 durante aproximadamente um ano de forma bem intensa, jogando praticamente todos os dias, principalmente CS2, e depois desse tempo consigo falar com bastante certeza o que eu gostei e o que não gostei nesse mouse.
Quando eu comprei, uma das coisas que mais chamava atenção era o peso. São só 60 gramas, então na mão ele parece que não tem praticamente nada. Eu já estava acostumado com o formato do Superlight e achei muito confortável, principalmente por eu ter uma mão média/grande. Consigo usar ele tanto com palm quanto com claw e até finger tip sem grandes problemas.
Mesmo sendo um mouse extremamente leve e praticamente todo de plástico, eu achei a construção muito boa. Depois de um ano apertando, carregando pra lá e pra cá e usando bastante, ele continua firme. Eu consigo apertar as laterais e não escuto aquelas peças fazendo barulho ou dando sensação de que vai quebrar. Nesse ponto a Logitech acertou bastante.
Agora, se tem uma coisa que eu não gostei foi ter escolhido a versão branca.
Eu limpo o mouse toda semana, mas mesmo assim algumas partes começaram a ficar com aquele aspecto meio encardido, principalmente onde eu apoio a palma e nas laterais. Pelo que eu percebi, não é simplesmente sujeira, é mais o desgaste natural do material mesmo. Ele não descascou nem nada parecido, mas visualmente já não está igual quando eu tirei da caixa.
Se eu fosse comprar novamente hoje, provavelmente iria direto na versão preta e evitaria essa dor de cabeça.
Uma das principais diferenças do Superlight 2 está nos switches Lightforce. Eu gostei bastante deles depois de algum tempo de uso. No começo achei os cliques um pouco mais pesados e até mais barulhentos que os do Superlight 1, mas depois de alguns meses parece que eles deram uma amaciada e ficaram bem mais gostosos.
E o mais importante pra mim é que depois de um ano eu nunca tive problema de double click. Eu já tinha usado o Superlight 1 por bastante tempo e também não tive esse problema, mas conheço vários relatos de pessoas que tiveram. No Superlight 2, o acionamento óptico diminui bastante esse risco.
Até os botões laterais eu achei melhores. Na primeira geração eu achava eles meio borrachudos, enquanto nesse aqui eles são mais firmes e passam uma sensação melhor quando eu aperto.
O sensor também é um absurdo. O Hero 2 é extremamente preciso e, jogando competitivo, eu não tenho absolutamente nada para reclamar. O movimento é muito preciso e eu não sinto aquelas acelerações estranhas que podem atrapalhar a mira.
Depois de uma atualização do software, eu também passei a ter a opção de usar até 8.000 Hz de polling rate e até 44.000 DPI. Só que sendo bem sincero, eu não acho que todo mundo precisa disso.
Eu normalmente uso 2.000 Hz porque sinto o mouse mais responsivo, mas quando eu coloco 8.000 Hz o consumo de bateria aumenta bastante e, para uma pessoa que não tem um monitor de 360 Hz ou 540 Hz e não é jogador profissional, a diferença é muito pequena.
É uma função legal de ter, mas não é isso que vai fazer eu jogar melhor. Se eu não tiver mira, não vai ser 8.000 Hz que vai resolver meu problema kkkkk.
Falando em bateria, aqui é onde eu mais gosto desse mouse. Depois de um ano eu não senti uma queda perceptível na duração da bateria. Eu jogo quase todos os dias e normalmente consigo ficar praticamente um mês sem precisar carregar, dependendo obviamente das configurações que eu uso.
E quando preciso carregar, agora ele usa USB-C, o que eu considero uma melhora enorme em relação ao micro USB da primeira geração.
Na caixa também vieram alguns acessórios interessantes, como grip tape, extensão para o dongle e algumas peças para melhorar o deslizamento do mouse. Ele também é compatível com o PowerPlay, então quem tem esse mousepad consegue deixar o mouse carregando enquanto usa.
O software da Logitech também é bem completo. Eu consigo configurar o DPI, que vai de 100 até absurdos 44.000, além de ajustar outras funções. Uma que eu gosto bastante é o Lift Off Distance, que define a altura em que o mouse para de rastrear quando eu levanto ele do mousepad.
Eu deixo geralmente no médio porque gosto de reposicionar o mouse sem que a mira fique dando aquele pulinho na tela.
Agora vem a parte complicada: o preço.
Hoje eu vejo o Superlight 2 na faixa dos R$ 700 a R$ 800, então não é um mouse barato. Principalmente porque atualmente existem vários mouses chineses muito bons, como os da ATK e Rapoo, que custam bem menos e entregam sensores muito bons também.
Então por que eu ainda escolheria Logitech?
Pra mim é principalmente pela confiança na marca, garantia e facilidade de revenda. Pelo que eu vi, a Logitech oferece 2 anos de garantia no Brasil, então se eu tiver algum problema consigo resolver por aqui. Com um mouse importado, dependendo do problema, pode virar uma baita dor de cabeça.
Também acho que o Superlight tem uma revenda muito boa. Se daqui a um ano eu quiser vender o meu, é muito mais fácil encontrar alguém interessado porque praticamente todo mundo conhece essa linha.
Depois de um ano de uso intenso, eu posso dizer que o mouse me surpreendeu positivamente. Eu tinha aquela impressão de que um mouse tão leve poderia ser mais frágil, mas não foi isso que aconteceu comigo. Ele continua firme, os cliques continuam funcionando perfeitamente, o sensor é excelente e a bateria continua durando muito.
Pra mim, os principais pontos positivos são justamente a bateria que parece não acabar, os switches que não apresentaram double click, o sensor extremamente preciso, o peso de apenas 60 gramas e a troca para USB-C.
O único problema que realmente me incomodou foi o amarelamento da versão branca. E claro, tem também o preço, que ainda é meio salgado quando eu comparo com os mouses chineses que existem atualmente.
Mesmo assim, depois de tudo que eu passei usando esse mouse durante um ano, eu considero o Logitech G Pro X Superlight 2 um daqueles periféricos que eu compraria novamente. É um mouse que eu coloco na categoria de “comprar e esquecer”, porque eu sei que ele vai continuar funcionando por bastante tempo.
Então, se eu tivesse que resumir minha experiência: é um mouse caro, mas muito bom.
Eu não acho que ele vai fazer ninguém jogar melhor sozinho, porque no final das contas minha mira ainda depende de treino. Mas se eu quero um mouse leve, confortável, preciso, com ótima bateria e uma marca que eu confio, o Superlight 2 continua sendo uma escolha que eu faria sem muito medo.



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