Teclados mecânicos: o que eu aprendi antes de comprar um
Eu já percebi uma coisa depois de pesquisar bastante sobre teclado mecânico: hoje em dia existe opção demais. É teclado de todo tipo, preço, formato, switch, conexão e tecnologia diferente. E justamente por ter tanta opção, eu acho muito fácil acabar gastando dinheiro em um teclado que parece bom na hora da compra, mas depois deixa bastante a desejar.
Por isso, quando comecei a olhar melhor para os modelos disponíveis, eu percebi que não dava pra escolher só pelo preço ou porque o teclado tinha RGB bonito. Tem algumas coisas que fazem bastante diferença no uso e que eu mesmo passei a prestar mais atenção.
Uma das primeiras coisas que eu acho importante entender é o tal do Hot Swap.
Basicamente, é uma tecnologia que permite remover os switches do teclado sem precisar soldar ou fazer uma gambiarra. Isso é muito interessante porque facilita bastante a manutenção e também permite trocar os switches caso algum apresente problema ou simplesmente se eu quiser experimentar outro tipo de sensação na digitação.
Outra coisa que aparece bastante nas pesquisas é o famoso PBT.
PBT é o material utilizado nas teclas e, de maneira geral, é um plástico mais resistente ao desgaste. Eu gosto desse tipo de keycap porque a tendência é que ele fique menos escorregadio com o uso e mantenha uma aparência melhor durante mais tempo.
Eu não acho que essas duas características, sozinhas, façam um teclado ser automaticamente bom, mas são coisas que eu considero muito interessantes principalmente quando aparecem em modelos mais baratos.
Um teclado que me chamou bastante atenção nesse sentido foi o Machenike K500.
Ele aparece em diferentes formatos, como B61, B84 e B94. A B61 é uma versão mais compacta, no formato 60%, enquanto a B84 já é um pouco maior, no formato 75%. A B94 é a opção mais próxima de um teclado completo, já trazendo o teclado numérico.
O que eu mais gostei nessa linha é justamente a possibilidade de escolher o tamanho que faz mais sentido para mim sem abrir mão de algumas características importantes.
A versão menor ocupa bem menos espaço na mesa e deixa o setup mais limpo. Já a versão maior faz mais sentido se eu realmente preciso do teclado numérico no dia a dia.
Eu também já tive bastante contato com o K500 e, pelo que pude perceber, a construção é um dos pontos que mais chama atenção. Mesmo sendo um teclado relativamente acessível, ele passa uma sensação de produto mais caro.
Além disso, ele traz RGB configurável, possibilidade de macros e Hot Swap, dependendo da versão.
Por isso eu considero o K500 uma daquelas opções que fazem bastante sentido para quem quer entrar no mundo dos teclados mecânicos sem gastar uma fortuna.
Mas existe uma situação em que eu não escolheria necessariamente esse tipo de teclado.
Se eu estiver procurando um teclado principalmente para trabalhar e digitar durante várias horas, eu começaria a prestar atenção em outras características.
Foi aí que comecei a olhar para modelos com construção Gasket Mount.
O nome parece complicado, mas a ideia é relativamente simples. Em vez de deixar toda a estrutura interna do teclado presa diretamente à carcaça, existe um material de amortecimento entre as partes.
Na prática, isso muda bastante a sensação da digitação.
Eu costumo comparar com bater o dedo numa mesa de madeira e depois colocar um tapete grosso em cima. A sensação fica mais amortecida e o som também tende a ficar mais agradável.
Um dos modelos que aparece nessa categoria é o AJAZZ AK820, que combina Gasket Mount, teclas PBT e Hot Swap.
Eu acho interessante esse tipo de teclado principalmente para quem passa várias horas escrevendo, estudando ou trabalhando. Não é só uma questão de jogar, porque a sensação que eu tenho ao digitar durante bastante tempo acaba sendo muito importante.
Outra opção que considero interessante é o AULA F75.
Ele já entra numa categoria um pouco mais completa e traz algumas características que fazem diferença no uso diário. Além do Gasket Mount, ele possui estabilizadores lubrificados de fábrica em teclas maiores como espaço, Enter e Backspace.
Essas teclas costumam ser justamente as que mais denunciam quando um teclado é mal construído, porque podem ficar fazendo barulho ou apresentando aquela sensação meio bamba.
Também gostei da possibilidade de usar o F75 de diferentes maneiras. Ele pode funcionar por Bluetooth, através de conexão wireless com o receptor USB ou ainda conectado pelo cabo.
Pra mim, essa versatilidade é uma das coisas que mais justificam pegar um modelo um pouco mais caro.
Mas aí chegamos em uma tecnologia que eu acho ainda mais interessante: os teclados magnéticos, também chamados de Hall Effect.
Quando comecei a pesquisar sobre eles, achei a tecnologia bem diferente dos teclados mecânicos tradicionais.
Nos switches mecânicos convencionais existe um contato físico que registra o pressionamento da tecla. Já nos switches magnéticos, o funcionamento utiliza sensores e ímãs para detectar a posição da tecla.
Isso permite uma resposta muito rápida e também abre possibilidades de configuração que não são tão comuns nos teclados mecânicos tradicionais.
Para quem joga FPS competitivo, isso pode ser interessante principalmente porque alguns desses teclados permitem configurar o ponto de atuação da tecla.
Eu não diria que isso sozinho vai transformar alguém em um jogador melhor, porque tem muita coisa envolvida no desempenho, mas é uma tecnologia que realmente muda a maneira como o teclado funciona.
Também comecei a prestar atenção no polling rate. Alguns desses teclados magnéticos chegam a 8.000 Hz, enquanto muitos teclados mecânicos tradicionais trabalham em taxas menores.
Novamente, eu acho importante não ficar preso somente ao número da ficha técnica. Uma taxa maior parece muito bonita no anúncio, mas eu sempre prefiro olhar o conjunto inteiro do produto.
Entre os modelos magnéticos mais acessíveis que encontrei está o Womier GAMAKAY FUN60 Pro.
Ele é uma opção mais simples e, pelo preço, acaba sendo interessante para quem quer experimentar um teclado Hall Effect sem precisar gastar uma fortuna.
Ele possui switches magnéticos, alta taxa de polling, construção em alumínio e estabilizadores lubrificados de fábrica.
O ponto que eu vejo como desvantagem é que ele funciona apenas com fio. Mas, ao mesmo tempo, isso ajuda a explicar o preço mais baixo.
Se eu quisesse um modelo magnético sem fio, aí começaria a olhar para opções como o Womier SK75 HE.
Esse tipo de teclado já traz uma construção mais robusta, teclas PBT, Gasket Mount e conexão sem fio.
Uma das características que mais chamam atenção é justamente a velocidade de acionamento. Alguns modelos conseguem trabalhar com pontos de atuação extremamente baixos, chegando a números de poucos centésimos de milissegundo.
Na prática, eu não acho que precise ficar obcecado com esse número. Para mim, o mais importante é entender que a tecnologia Hall Effect permite um nível de controle que um teclado mecânico tradicional não consegue oferecer da mesma maneira.
Depois de pesquisar todos esses modelos, uma coisa que ficou bem clara pra mim é que eu não escolheria um teclado simplesmente porque ele é “mecânico”.
Hoje existem diferenças enormes entre os próprios teclados mecânicos.
Eu posso encontrar um modelo barato com Hot Swap e PBT que entrega uma experiência muito boa, enquanto também existem teclados mais caros que apostam em Gasket Mount, wireless, materiais melhores e switches diferentes.
E ainda existe o mundo dos teclados magnéticos, que já é outra proposta completamente diferente.
Por isso, antes de comprar, eu tentaria pensar primeiro em como eu realmente vou usar o teclado.
Se eu quero gastar pouco e jogar, eu procuraria um modelo mecânico com boa construção, Hot Swap e, se possível, PBT.
Se eu passo muitas horas trabalhando e digitando, eu daria mais importância para conforto, acústica e construção Gasket Mount.
Agora, se meu foco principal fosse jogos competitivos e eu quisesse experimentar uma tecnologia mais nova, eu começaria a olhar para os teclados Hall Effect.
O que eu percebi nessa pesquisa é que não existe exatamente um teclado perfeito para todo mundo.
Eu posso gostar muito de um teclado compacto porque quero mais espaço para o mouse, enquanto outra pessoa pode não conseguir trabalhar sem o teclado numérico. Da mesma forma, eu posso preferir um teclado silencioso e macio para trabalhar, enquanto alguém que joga FPS pode estar muito mais interessado na velocidade de acionamento.
No fim, eu acho que essa é a parte mais importante.
Eu não compraria um teclado só porque alguém chamou ele de “o melhor”. Eu tentaria entender o que realmente faz diferença para o meu uso e quanto eu estou disposto a gastar.
E foi justamente pesquisando dessa forma que eu comecei a enxergar os teclados mecânicos de uma maneira diferente.
Antes eu olhava principalmente para preço, aparência e RGB. Hoje eu presto muito mais atenção na construção, nos switches, nas teclas, no tipo de montagem, na conectividade e principalmente na sensação que aquele teclado pode entregar depois de horas de uso.
Porque no final das contas, é isso que realmente importa pra mim. Não adianta o teclado ser bonito na foto e ter uma ficha técnica enorme se, depois de algumas horas usando, eu não gostar da sensação de digitar nele.
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