Os melhores fones Bluetooth que eu testei em cada faixa de preço
Comprar um fone Bluetooth totalmente sem fio parece uma coisa simples, mas quando a gente começa a pesquisar percebe que o cenário é meio confuso. Tem fone de R$ 100, R$ 200, R$ 500, R$ 1.000 e até mais de R$ 2.000. Tem marca conhecida, marca que ninguém nunca ouviu falar, promessa de noise cancelling, aplicativo, bateria enorme, codec, som absurdo… e no meio disso tudo também tem muita tranqueira e muito marketing.
Por isso eu acho que não adianta simplesmente procurar “o melhor fone Bluetooth”. O que eu considero mais útil é separar os modelos por faixa de preço e explicar quais são os que eu mais gosto levando em consideração o conjunto da obra.
E já deixo claro uma coisa: essas são as minhas escolhas. Não significa que sejam obrigatoriamente os melhores para todo mundo. Às vezes eu posso preferir um fone pelo som, enquanto outra pessoa vai dar muito mais importância para cancelamento de ruído, bateria ou aplicativo.
Eu testei uma quantidade bem grande de fones wireless ao longo do tempo e, entre tantos modelos, alguns acabaram se destacando bastante.
Até R$ 100, eu iria de Lenovo GM2 Pro
Quando eu penso em gastar o mínimo possível em um fone totalmente sem fio, o Lenovo GM2 Pro é o primeiro que me vem à cabeça.
Eu conheci esse fone durante um teste cego e a primeira impressão foi curiosa. Eu sabia que não estava ouvindo um fone sofisticado, mas achei o som bem competente. Na minha cabeça, eu imaginava que ele custaria alguma coisa na faixa de R$ 150 ou R$ 200.
Só que não. Na época ele chegou a aparecer em promoções absurdamente baratas, mas considerando um preço mais realista hoje, eu colocaria ele perto dos R$ 80.
E até hoje eu acho meio maluco pensar no que existe dentro de um negócio desses. Tem alto-falante, bateria, Bluetooth, antena, DAC, amplificador, estojo, circuito de carregamento, LED e tudo mais. E mesmo assim o produto consegue entregar uma experiência que não é ruim.
Então, se eu quisesse comprar um TWS gastando o mínimo possível, seria uma das primeiras opções que eu olharia.
Até R$ 150, o QCY T13 ANC começa a ficar ainda mais interessante
Se eu pudesse gastar um pouco mais, chegando perto dos R$ 150, aí minha escolha mudaria para o QCY T13 ANC.
Eu já conhecia o T13 original e sempre achei ele um fone muito interessante pelo preço. Era pequeno, confortável, tinha aplicativo, recursos legais e um som bastante vivo. Uma coisa que eu gostava era justamente poder mexer no equalizador pelo aplicativo e deixar o som mais equilibrado.
O T13 ANC manteve essa proposta e acrescentou uma coisa que muita gente procura hoje: cancelamento ativo de ruído.
Além disso, eu achei que houve uma melhora considerável na parte sonora. É um fone gostoso de ouvir e, para quem consegue chegar nessa faixa de preço, eu acho que ele faz bastante sentido.
Até R$ 200, o Moondrop Space Travel 2 é o meu favorito
Aqui começa a aparecer uma diferença interessante. Até R$ 200, o meu favorito é o Moondrop Space Travel 2.
A Moondrop é uma marca muito conhecida entre quem acompanha mais de perto a parte de qualidade sonora, então eu já tinha uma expectativa boa. O Space Travel de primeira geração foi um daqueles produtos que conseguiram sair um pouco da bolha dos audiófilos e chegar em muita gente.
O Space Travel 2 pegou algumas das limitações do modelo anterior e melhorou bastante. A bateria ficou melhor e o aplicativo também evoluiu muito, principalmente pela parte de equalização.
O que mais chama minha atenção é a sonoridade. Ele tem uma proposta mais equilibrada e neutra, então talvez não seja o fone mais empolgante para quem gosta de muito grave ou de um som extremamente energético.
Por isso eu não acho que ele necessariamente vai agradar mais todo mundo que o QCY T13 ANC. Mas se a minha prioridade for qualidade sonora, eu fico com o Space Travel 2.
Entre R$ 200 e R$ 300, eu olharia para dois modelos diferentes
Nessa faixa eu acho importante separar uma coisa: nem todo mundo gosta de fone intra-auricular com borrachinha entrando no canal auditivo.
Eu, particularmente, não tenho esse problema, mas conheço muita gente que prefere earbuds, aqueles modelos que ficam apoiados na orelha e não vedam o canal da mesma forma.
Para quem prefere esse formato, eu gosto do HT10. Ele é uma evolução de um modelo anterior que eu considerava muito bom e consegue entregar uma combinação interessante de recursos e qualidade sonora.
Agora, se você gosta dos intra-auriculares tradicionais, minha escolha nessa faixa seria o QCY Mellow Buds Pro.
Eu não acho que ele tenha necessariamente um som melhor que o Space Travel 2, mas ele entrega um conjunto mais completo. O cancelamento ativo de ruído é melhor e a construção também passa uma sensação mais sofisticada.
Então eu resumiria assim: se eu quiser qualidade sonora acima de tudo, economizo e fico no Space Travel 2. Se eu quiser um conjunto mais completo, o Mellow Buds Pro começa a fazer bastante sentido.
Até R$ 400, o Cuba Mali 2 é a minha escolha
Aqui eu tenho que fazer aquele pequeno jabá, porque eu também tenho uma marca de fones e participei do desenvolvimento do Cuba Mali 2.
Então é óbvio que eu sou suspeito para falar dele. Eu desenvolvi o som do fone pensando justamente no tipo de sonoridade que eu gosto.
A proposta é ter um som bastante natural e equilibrado, baseado na curva JM1. Além disso, ele tem recursos como cancelamento de ruído e controles por toque.
Uma limitação é que ele não possui aplicativo, então isso pode pesar para algumas pessoas.
Se eu estivesse escolhendo pelo meu gosto pessoal nessa faixa, eu ficaria com o Mali 2.
Mas eu também colocaria o Anker Soundcore Space A40 na lista. Ele custa um pouco mais, por volta dos R$ 410 na faixa mencionada, mas entrega mais recursos. Tem aplicativo, equalização e um cancelamento de ruído melhor.
O som dele é mais intenso e menos equilibrado que o Mali 2, então novamente acaba sendo uma questão de prioridade. Eu fico com o Mali 2 pela sonoridade, mas entendo perfeitamente quem preferir o Space A40 pelo conjunto de recursos.
Até R$ 500, minha escolha muda para o Realme Buds Air 7
Quando eu chego perto dos R$ 500, aparece outro modelo que eu gosto bastante: o Realme Buds Air 7.
Uma menção honrosa aqui vai para o Anker Liberty 4 NC. Eu considero ele um dos conjuntos mais completos dessa faixa. A construção é muito boa, o cancelamento de ruído é excelente e ele tem bastante recurso.
O som é mais energético e vivo, então provavelmente vai agradar bastante gente.
Mas, pessoalmente, eu prefiro o Realme Buds Air 7.
O motivo principal é justamente o som. Eu acho ele mais agradável e refinado. É aquele tipo de fone que eu consigo usar por bastante tempo sem sentir que o som está exagerado demais.
Por isso, se eu tivesse que escolher apenas um até R$ 500, ficaria com o Realme.
Na faixa de R$ 1.000, aparecem opções bem mais interessantes
Entre R$ 500 e R$ 700 eu não encontrei, dentro das minhas preferências, algo que me fizesse pensar que realmente valia pagar mais do que em um Realme Buds Air 7 ou Liberty 4 NC.
Por isso eu prefiro dar um salto para perto dos R$ 1.000.
Para quem gosta de earbuds, sem borrachinha, eu destacaria o Huawei FreeBuds 6 para Android. Eu achei o fone muito bom, principalmente considerando que é um formato que normalmente não consegue entregar tanto isolamento.
Ele também tem cancelamento ativo de ruído e uma quantidade de graves que me surpreendeu para um earbud.
Para quem está no ecossistema da Apple, eu colocaria o AirPods 4 como uma alternativa muito interessante. A integração com os aparelhos da Apple pesa bastante aqui.
Mas, entre todos eles, o meu favorito nessa faixa é o Samsung Galaxy Buds 3 FE.
Eu gosto muito do som dele. Na verdade, eu chego a preferir a sonoridade dele em relação ao Buds 3 Pro. Para mim ele é mais equilibrado, mas sem deixar de ter uma apresentação bastante agradável.
Eu também acho ele muito prático para chamadas e para situações em que eu preciso de integração com o celular. É um daqueles fones que acabam ficando na minha bolsa justamente porque são fáceis de usar em várias situações.
Acima disso, o Huawei FreeBuds Pro 4 me impressionou bastante
Subindo mais um pouco, eu colocaria o Huawei FreeBuds Pro 4 como meu favorito.
Ele chegou ao mercado custando bem caro, mas acabou baixando de preço. E conforme o preço foi caindo, eu passei a enxergar muito mais valor nele.
Eu gosto bastante do som e também considero o microfone um ponto forte para quem precisa fazer chamadas.
O Galaxy Buds 3 Pro também merece ser considerado nessa faixa, principalmente porque entrega alguns recursos a mais em relação ao Buds 3 FE. Só que, para o meu gosto pessoal, eu continuo preferindo o FreeBuds Pro 4.
Até R$ 2.000, eu ainda gosto muito dos AirPods Pro
Aqui entra um modelo que eu sei que pode gerar discussão, principalmente entre quem acompanha o mundo da audiofilia.
Para mim, os AirPods Pro 2 continuam sendo um dos melhores conjuntos que eu já experimentei.
O preço caiu bastante e isso mudou completamente a relação custo-benefício. Em termos de som, eu gosto muito deles e, se a pessoa já usa produtos Apple, a integração com o ecossistema deixa tudo ainda mais interessante.
Eu sei que existem modelos com determinadas características técnicas melhores ou com outros recursos, mas quando eu penso no conjunto inteiro, os AirPods Pro 2 continuam sendo uma referência para mim.
Acima de R$ 2.000, o Galaxy Buds 4 Pro me chamou muita atenção
Por último, chegando aos modelos mais caros, minha escolha atual é o Samsung Galaxy Buds 4 Pro.
Eu ainda quero ouvir ele mais vezes para ter certeza absoluta, mas a primeira impressão foi muito boa.
O som me agradou demais. Em alguns aspectos, eu gosto mais dele do que dos AirPods Pro. O cancelamento de ruído e alguns recursos de integração podem não ser tão impressionantes quanto os da Apple, mas quando eu penso especificamente em qualidade sonora, o Samsung me surpreendeu.
Então, se eu tivesse que escolher um TWS acima dos R$ 2.000 hoje, eu ficaria com o Galaxy Buds 4 Pro.
No fim das contas, foi exatamente por isso que eu quis separar os fones por preço e não simplesmente fazer uma lista de “melhores fones Bluetooth”.
Eu acho que não existe um único melhor fone para todo mundo. O que existe é aquele que faz mais sentido para o que eu quero fazer, para o quanto eu posso gastar e, principalmente, para o tipo de som e de recurso que eu valorizo.
Tem gente que vai preferir cancelamento de ruído. Outra pessoa vai querer bateria. Outra vai ligar mais para microfone, aplicativo ou integração com celular. E tem quem, como eu, coloque a qualidade sonora lá em cima na lista.
Depois que eu comecei a testar muitos modelos, percebi que essa diferença pesa muito. Às vezes um fone mais barato pode ser exatamente o que eu precisava, enquanto um modelo muito mais caro simplesmente não entrega uma vantagem que faça sentido para o meu uso.
Por isso, hoje, em vez de procurar apenas pelo fone mais caro ou pelo mais bem avaliado, eu prefiro pensar primeiro no que eu realmente espero do fone. A partir daí fica muito mais fácil escolher.



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