O melhor teclado para escrever: o que eu aprendi depois de testar vários
Comecei a pesquisar teclados mecânicos porque queria uma coisa bem simples: um teclado que fosse gostoso de usar para escrever por bastante tempo. Parece uma coisa fácil, mas quando você começa a procurar teclado mecânico percebe que o negócio é praticamente um buraco sem fim. Tem switch diferente, tamanho diferente, altura, conexão, iluminação, teclado sem fio, com fio… e por aí vai.
Eu acabei testando vários modelos e hoje tenho alguns teclados em casa justamente por causa dessa procura. O que eu queria mesmo era encontrar um teclado que não me cansasse depois de algumas horas escrevendo e que, ao mesmo tempo, tivesse aquela sensação gostosa de teclado mecânico.
E depois de testar algumas opções, eu percebi que existem alguns pontos que fazem bastante diferença na hora de escolher.
Antes de tudo: mecânico ou de membrana?
A primeira coisa que eu precisei entender foi a diferença entre um teclado mecânico e um teclado de membrana.
Os teclados de membrana são aqueles mais fininhos e geralmente mais simples. É o tipo de teclado que a gente encontra em notebook ou em vários modelos mais compactos. Eles podem ser muito bons também, principalmente se a pessoa quer algo mais silencioso e barato.
Mas eu estava procurando especificamente um teclado mecânico.
O mecânico tem um switch individual embaixo de cada tecla, e é justamente essa peça que muda bastante a sensação durante a digitação. Tem teclado que faz aquele “click” bem característico, outros são mais silenciosos e alguns ficam no meio termo.
Pra quem passa bastante tempo escrevendo, essa diferença acaba sendo bem perceptível.
A altura do teclado foi uma coisa que me surpreendeu
Uma das coisas que mais me incomodou nos primeiros teclados mecânicos que usei foi a altura.
Os teclados mecânicos tradicionais costumam ser bem altos. A tecla fica numa posição mais elevada e, dependendo da forma que você digita, o punho acaba ficando meio dobrado.
No começo eu nem ligava muito pra isso. Pensava que teclado era tudo praticamente igual e que era só questão de acostumar. Só que depois de passar bastante tempo digitando, eu comecei a perceber que um teclado alto podia cansar mais.
Foi aí que eu comecei a olhar para os modelos chamados de low profile ou Slim.
A diferença é bem grande. As teclas são mais baixas e a sensação durante a digitação fica mais próxima de um teclado de notebook, mas ainda mantendo aquela característica de um teclado mecânico.
Eu particularmente gostei muito mais dessa pegada para escrever.
Um dos modelos que me chamou bastante atenção foi o Logitech MX Mechanical Mini. Ele é mais baixo e compacto, e para passar horas escrevendo eu achei bem mais confortável do que alguns teclados mecânicos tradicionais que eu tinha usado.
O switch muda bastante a experiência
Depois da altura, o próximo ponto que eu considero muito importante é o switch.
Eu sempre achei meio confuso quando comecei a pesquisar, porque aparecem vários nomes e cores diferentes. Mas entre os mais tradicionais, três acabam aparecendo bastante: azul, vermelho e marrom.
O azul é aquele switch que tem o clique mais evidente. Quando eu aperto a tecla dá pra sentir e ouvir aquele “click” característico.
Eu gosto da sensação, não vou mentir. Tem alguma coisa naquele barulho que deixa a digitação mais prazerosa.
O problema é que ele pode ser bem barulhento.
Se eu estiver trabalhando em um ambiente onde tem outra pessoa perto, principalmente alguém que não está usando fone, pode começar a incomodar. Dependendo da velocidade que eu estou digitando, parece que estou desmontando um teclado em cima da mesa.
Já o vermelho é mais linear. Ele não tem aquele clique tátil do azul e a tecla desce de uma forma mais contínua.
Ele costuma ser uma opção interessante para quem quer menos barulho, principalmente para jogar. Só que para escrever eu senti falta daquela pequena resposta que acontece quando a tecla é pressionada.
Por isso eu acabei gostando bastante do marrom.
Pra mim ele fica meio no caminho entre os dois. Ainda existe uma sensação tátil quando eu pressiono a tecla, mas sem aquele barulho absurdo do azul.
E uma coisa legal dos teclados mecânicos é que, dependendo do modelo, eu posso trocar os switches. Então não necessariamente eu preciso ficar preso ao switch que veio originalmente no teclado.
Isso é uma vantagem muito boa, principalmente se depois de algum tempo eu perceber que prefiro outra sensação.
O tamanho também importa mais do que parece
Outro ponto que eu comecei a prestar atenção foi na quantidade de teclas.
A gente vê muito teclado compacto hoje em dia, e eles podem parecer praticamente iguais nas fotos. Só que existem tamanhos diferentes.
Um teclado completo, por exemplo, tem o teclado numérico do lado direito. Já os modelos menores podem retirar essa parte e ficar com 80%, 75%, 65% e outros formatos.
Eu gosto dos modelos menores porque eles ocupam menos espaço na mesa. Só que tem um detalhe: se eu uso muito os números, tirar o teclado numérico pode acabar sendo uma decisão ruim.
Então não adianta comprar o teclado mais bonito ou mais compacto se depois eu fico procurando onde estão as teclas que eu uso todo dia.
Para escrever textos, eu particularmente gostei bastante do formato 75%. Ele consegue ser compacto sem ficar pequeno demais.
Nem tudo que é RGB faz diferença pra mim
Outra coisa que aparece muito nos teclados atualmente é iluminação RGB.
Eu acho bonito? Acho.
É legal ligar o teclado e ver aquelas luzes mudando? É legal também.
Mas sendo bem sincero, para escrever isso não muda praticamente nada pra mim.
Depois de alguns minutos usando o teclado eu nem fico olhando para as luzes. Estou olhando para a tela e digitando.
Em alguns casos, inclusive, a iluminação pode consumir mais bateria quando o teclado é sem fio. Então eu prefiro prestar atenção em coisas que realmente fazem diferença no uso.
Por exemplo, se o teclado funciona com fio ou sem fio, qual é a conexão utilizada, se tem bateria ou pilhas e quantos dispositivos ele consegue conectar.
Um recurso que eu gostei bastante em alguns modelos da Logitech é a possibilidade de conectar o teclado em mais de um dispositivo. Se eu estiver usando um computador e um tablet, por exemplo, isso pode facilitar bastante.
Depois de testar alguns, eu tive um favorito
Eu cheguei a testar um teclado mais barato que comprei por cerca de R$ 160. Ele parecia interessante pelo preço, mas a experiência de digitação não me agradou tanto.
O switch azul também acabou pesando contra pra mim. No começo eu gostava do barulho, mas depois de ficar bastante tempo digitando percebi que era barulhento demais.
O Logitech MX Mechanical Mini já foi uma experiência bem melhor. Achei confortável, bonito e com uma construção que passa mais confiança. O problema é o preço, porque normalmente ele não é um teclado barato. Em promoções ele fica mais interessante, mas ainda assim é um investimento considerável.
Mas o teclado que realmente me ganhou foi o Keychron K3 Low Profile.
Eu gostei bastante do tamanho dele, da altura mais baixa e principalmente da sensação durante a digitação. O modelo que eu testei tinha switch marrom e isso acabou combinando bastante com o que eu estava procurando.
Ele é um teclado de 75%, então não fica enorme em cima da mesa, mas também não chega naquele ponto de cortar teclas demais.
Outra coisa que gostei é que ele permite remapeamento das teclas pelo navegador. Dá pra conectar e configurar algumas funções de acordo com o que eu preciso.
O problema é o preço. Aqui no Brasil ele pode ficar bem caro, então é aquele tipo de teclado que eu colocaria na lista de desejos e esperaria uma promoção.
No meu caso, encontrei por cerca de R$ 699 em uma compra internacional, mas demorou bastante para chegar. Foram quase três meses de espera, então é aquele negócio: o preço estava bom, mas precisei ter paciência.
O que eu levaria em conta hoje
Depois de passar por essa experiência, se eu fosse comprar um teclado mecânico especificamente para escrever, eu não começaria olhando RGB, marca ou aparência.
Primeiro eu pensaria se realmente quero um mecânico. Depois olharia a altura, porque hoje eu prefiro muito mais os modelos Slim ou Low Profile.
Em seguida eu escolheria o switch. Para mim, o marrom acabou sendo o melhor equilibrio, porque eu ainda tenho uma resposta tátil sem transformar a sala inteira numa máquina de escrever com o azul.
Também prestaria atenção no tamanho. Um modelo 75% me parece um ótimo meio termo, principalmente para quem quer economizar espaço sem perder teclas demais.
E por último eu olharia as funcionalidades. Se é sem fio, se conecta em vários dispositivos, se tem bateria, como é a conexão e se permite configurar as teclas.
No fim das contas, eu percebi que não existe exatamente o melhor teclado para escrita para todo mundo. O que funcionou muito bem pra mim pode não funcionar para outra pessoa.
Mas depois de testar alguns modelos, eu já sei que, para ficar horas escrevendo, prefiro um teclado mecânico low profile, com switch marrom e tamanho por volta de 75%.
Foi essa combinação que mais me agradou e que fez a digitação deixar de ser só uma obrigação e virar uma parte legal do processo de escrever.



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