Teclado magnético: o que eu achei dessa tecnologia depois de conhecer melhor

Eu já conhecia bastante os teclados mecânicos, principalmente aquela história de switches, tipos de acionamento e toda a diferença que existe entre um switch e outro. Mas quando comecei a ouvir falar mais sobre teclados magnéticos, percebi que era uma tecnologia um pouco diferente e que eu ainda não conhecia tão bem.

Eu mesmo fui atrás para entender qual era a diferença entre um teclado mecânico tradicional e um teclado magnético. E a principal mudança está justamente na forma como a tecla é detectada quando a gente aperta.

No teclado mecânico convencional existe um contato físico entre componentes metálicos. Quando eu pressiono a tecla, o switch se movimenta e esse contato é fechado, mandando a informação para a placa do teclado e, consequentemente, para o computador.

No magnético a coisa funciona de outra maneira. Em vez desse contato metálico, existe um sensor, geralmente baseado no chamado efeito Hall, e um pequeno imã que se movimenta conforme eu pressiono a tecla. O sensor consegue perceber a mudança no campo magnético e identificar o quanto a tecla foi pressionada.

E foi aí que eu achei a tecnologia realmente interessante.

O que muda na prática?

Uma das primeiras coisas que me chamou atenção foi justamente a possibilidade de controlar o ponto de atuação da tecla.

Em um teclado mecânico comum, o ponto em que a tecla é registrada depende das características daquele switch. No teclado magnético, como o sensor consegue acompanhar o movimento da tecla, existe muito mais liberdade para configurar esse comportamento.

Eu consigo, por exemplo, definir se quero que a tecla seja acionada com um movimento bem pequeno ou somente depois de pressioná-la mais profundamente. No software do teclado que eu estava usando, era possível configurar valores de aproximadamente 0,1 mm até 4 mm de atuação.

Isso é uma diferença bem grande.

Para quem joga, principalmente jogos competitivos, eu consigo imaginar situações onde isso pode fazer bastante diferença. Uma tecla configurada para atuar muito rapidamente pode responder praticamente assim que eu começo a pressionar.

Outra coisa interessante é que eu também consigo configurar o ponto em que a tecla deixa de ser considerada pressionada. Ou seja, não é apenas o acionamento que pode ser ajustado. A liberação da tecla também pode ser configurada.

Pra mim, essa é uma das partes mais legais dos teclados magnéticos.

O barulho também é diferente

Uma coisa que eu não esperava perceber tanto era a diferença no som.

Eu gosto de teclado mecânico, mas vou ser sincero: tem horas que aquele barulho clássico dos switches mecânicos começa a cansar. No teclado magnético que eu estava testando, como não existe aquele contato metálico tradicional, o som fica mais “oco”.

Não significa que seja um teclado silencioso. Ele ainda faz barulho, obviamente. Só que é um barulho diferente e, na minha percepção, bem menos agressivo. Durante os testes, até com bastante digitação, o som pareceu vazar bem menos no ambiente.

Isso acabou sendo um ponto positivo pra mim.

Eu testei um Corsair K70 Pro TKL

O teclado que apareceu no teste foi um K70 Pro TKL da Corsair, equipado com switches magnéticos.

Eu achei interessante porque ele não é simplesmente um teclado mecânico tradicional com algum recurso diferente. O funcionamento do switch é realmente baseado no sensor de efeito Hall. O próprio switch utilizado nesse modelo foi desenvolvido pela Corsair e, pelo que eu pude observar e pesquisar, parece ser uma construção bem robusta.

Ele também é um teclado TKL, então não possui aquele bloco numérico completo do lado direito. Eu particularmente gosto desse formato porque ele deixa a mesa mais livre e ainda mantém praticamente todas as teclas que eu uso no dia a dia.

Outra coisa que gostei bastante foi o controle de volume. Parece um detalhe pequeno, mas depois que eu me acostumo com um botão ou um scroll físico para controlar o volume, fica muito ruim voltar para teclado que não tem.

E o mais interessante é que esse controle pode ser configurado para outras funções. Dá para usar para zoom, rolagem e outras ações. Eu, sinceramente, usaria principalmente para controlar o volume, mas achei legal ter essa possibilidade.

A resposta realmente parece mais rápida

Durante a conversa e os testes, uma das características mais comentadas foi justamente a velocidade de resposta.

Como o teclado magnético não precisa esperar o fechamento de um contato metálico para identificar a tecla, existe uma leitura contínua da posição do switch. Isso permite uma resposta mais rápida e também possibilita aqueles ajustes finos do ponto de atuação.

Eu acho que esse é o principal motivo para os teclados magnéticos estarem chamando tanta atenção entre quem joga no PC.

Mas também acho importante não cair naquela história de que “teclado magnético automaticamente é melhor em tudo”. A tecnologia tem vantagens bem interessantes, principalmente para quem quer personalização e resposta rápida, mas isso não significa que todo teclado magnético vai ser melhor que qualquer teclado mecânico.

A construção do teclado, a qualidade do switch, as teclas, o software e até a sensação que eu tenho ao digitar continuam sendo importantes.

E quanto à durabilidade?

Outra coisa que achei interessante foi a questão do desgaste.

Um teclado mecânico tradicional pode durar bastante tempo, mas ainda existe desgaste dos componentes físicos. O contato metálico utilizado no acionamento pode sofrer desgaste com o uso ao longo do tempo.

No teclado magnético, como o funcionamento depende da leitura do campo magnético e não daquele contato metálico sendo fechado fisicamente, existe potencial para reduzir esse tipo específico de desgaste.

Isso não significa que um teclado magnético seja indestrutível, claro. Ainda existem várias outras peças móveis ali e outros componentes que podem apresentar problemas. Mas a ausência daquele contato físico no acionamento é uma mudança interessante.

Eu acho que os teclados magnéticos vão substituir os mecânicos?

Essa é uma pergunta que apareceu bastante durante a conversa e, sendo bem sincero, eu ainda não colocaria dessa forma.

O que eu percebi é que os teclados magnéticos estão trazendo recursos que os teclados mecânicos tradicionais não conseguem oferecer da mesma maneira, principalmente essa possibilidade de configurar o ponto de atuação e acompanhar o movimento da tecla.

Até fabricantes tradicionais de switches mecânicos começaram a olhar para esse mercado, o que mostra que a tecnologia está ganhando espaço.

Eu ainda gosto dos teclados mecânicos e não acho que eles vão simplesmente desaparecer. Existe uma comunidade enorme em volta deles, muitos tipos de switches e uma variedade absurda de modelos.

Mas depois de conhecer melhor os magnéticos, eu entendi porque eles estão ficando tão populares.

Pra mim, a maior diferença não está simplesmente em “ser mais rápido”. O que realmente muda é a possibilidade de controlar como a tecla se comporta. Eu consigo escolher o ponto de acionamento, ajustar a liberação e ter uma resposta muito mais personalizável.

E isso é uma coisa que, depois que eu experimento, começa a fazer falta quando volto para um teclado mecânico tradicional.

Matheus Cunha é redator profissional, sendo uma referência, formado em jornalismo pela UFPEL, com mais de 10 anos em jornalismo digital. Especialista em otimização para buscadores e SEO. Formado também em Marketing, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos reais, precisos e estratégicos. Contato: matheuscunha@creditfinanceiro.com.br

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