Como eu escolheria um monitor hoje depois de ver tantas opções
Olá! Tudo bem com você leitor? Eu acho que monitor é um daqueles produtos que ficou muito mais interessante nos últimos anos, você não acha? Antigamente, quando eu queria um monitor bom para jogar, normalmente precisava escolher entre gastar bastante ou aceitar algumas limitações. Hoje a situação mudou bastante.
Tem monitor de 144 Hz custando relativamente pouco, modelos de 180 Hz aparecendo em promoções com bastante frequência e até opções com Mini LED e OLED ficando mais acessíveis. E isso acaba deixando a escolha meio complicada, porque olhando só para os números parece que todo monitor é bom.
Depois de comparar vários modelos e faixas de preço, eu comecei a olhar para monitor de uma maneira um pouco diferente. Não fico mais procurando simplesmente o modelo com a maior taxa de atualização. Eu tento pensar primeiro no tipo de experiência que quero ter e depois vejo quanto preciso gastar para chegar nela.
Na faixa mais barata, eu não gastaria só pela quantidade de Hz
Quando eu penso em gastar pouco, uma das opções que mais me chama atenção é o Agon G50.
Ele aparece na faixa de aproximadamente R$ 500 a R$ 650 na versão de 24 polegadas, enquanto a versão de 27 pode ficar perto dos R$ 700. É claro que existem monitores ainda mais baratos, mas eu não acho que vale simplesmente pegar o primeiro modelo que aparecer por ter uma taxa de atualização alta.
Nesse caso, o que me chama atenção é o conjunto.
Ele utiliza painel IPS, tem uma boa reprodução de cores e entrega uma taxa de atualização de 144 Hz, além de tempo de resposta anunciado de 0,5 ms. Para um monitor nessa faixa, eu considero um pacote bem interessante.
Outra opção que eu ficaria de olho é o Philips Evnia. Ele costuma aparecer na faixa de R$ 600 a R$ 700 na versão de 24 polegadas e pode chegar perto dos R$ 800 na versão de 27.
O que faz ele chamar minha atenção é principalmente a taxa de atualização de 180 Hz, mantendo painel IPS e uma proposta parecida com a do Agon. Como ele aparece bastante em promoção, eu acho que vale acompanhar o preço antes de comprar.
LG UltraGear é aquele tipo de monitor que eu procuraria em promoção
Quando eu subo um pouco o orçamento, começo a olhar para modelos mais conhecidos, principalmente o LG UltraGear e o AOC G4.
A faixa de preço desses modelos costuma ficar por volta dos R$ 700 a R$ 800 na versão de 24 polegadas e um pouco mais na versão de 27. O interessante é que eles aparecem bastante em promoção, então eu não teria pressa para comprar pelo preço cheio.
Entre os dois, eu particularmente ficaria com o LG se os preços estiverem muito próximos.
O AOC tem algumas vantagens interessantes, principalmente a base mais ajustável. Dá para regular altura, inclinação e até girar o monitor, o que eu acho muito útil para deixar a posição mais confortável.
Mas o LG acaba tendo um conjunto de tecnologias que me agrada mais para jogar. Além do G-Sync, ele conta com FreeSync e Dynamic Action Sync, tecnologia própria da LG voltada para diminuir a latência.
Tem um detalhe aqui que eu considero muito importante.
Na fonte que usei para essa comparação, a recomendação é procurar a versão LG UltraGear 24GS60F-B, em vez da versão mais nova 24G411A-B. A crítica é que a versão mais nova mantém características muito parecidas, mas reduz a taxa de atualização de 180 Hz para 144 Hz pelo mesmo preço.
Eu sempre gosto de prestar atenção nesse tipo de coisa porque “modelo novo” nem sempre significa “produto melhor”.
Se eu quiser mais velocidade, existem opções bem interessantes
Agora, se a minha prioridade for jogar e conseguir a maior taxa de atualização possível sem gastar uma fortuna, eu começaria a olhar para o AOC G42.
Ele aparece com painel IPS, 200 Hz e tempo de resposta anunciado de 0,3 ms, mantendo uma qualidade de imagem parecida com a geração anterior. O ponto em que ele perde um pouco é justamente na base, que é mais simples.
Eu acho uma troca bem razoável.
Se eu não me importo tanto com ajustes de altura e quero simplesmente um monitor rápido, prefiro ter os 200 Hz do que pagar mais por uma base cheia de ajustes que talvez eu nem use.
Subindo mais um pouco, aparecem opções como o AOC Destiny e o Agon G4Z.
Aqui a proposta já é mais voltada para quem realmente quer velocidade. Os modelos trabalham com painéis VA, que normalmente entregam contraste superior ao IPS, embora a reprodução de cores seja apontada como um pouco inferior. O G4Z ainda chega a 300 Hz na versão de 27 polegadas.
Eu gosto mais de IPS quando quero equilíbrio
Uma coisa que eu percebi comparando esses modelos é que não dá para olhar apenas para o tempo de resposta.
Eu prefiro pensar no conjunto do painel.
O IPS continua sendo uma opção que eu gosto bastante porque entrega uma boa reprodução de cores e funciona muito bem para quem joga, trabalha e também consome conteúdo no mesmo monitor.
Quando eu entro em uma categoria de monitores rápidos com IPS, o AOC Agon G4S e alguns modelos Asus TUF começam a chamar atenção.
Um dos pontos que me faz olhar com carinho para a Asus é a garantia de três anos mencionada na fonte. Para um monitor que custa uma quantia considerável, eu acho esse tipo de suporte um diferencial bem relevante.
Quad HD é onde eu acho que começa a ficar realmente interessante
Se eu já estou disposto a gastar um pouco mais, eu começaria a considerar seriamente um monitor Quad HD.
A resolução é maior que o Full HD e, na minha opinião, é um meio-termo muito interessante para quem quer uma imagem mais definida sem precisar entrar nos preços de alguns monitores 4K.
Entre as opções citadas estão o AOC Agon Q27 e o Redragon Opal. Eles trabalham com painel IPS, resolução Quad HD, 180 Hz e tempo de resposta anunciado de 1 ms.
Eu acho essa combinação muito interessante porque não estou precisando escolher entre qualidade de imagem e velocidade. Consigo ter uma resolução maior e ainda manter uma taxa de atualização alta para jogos.
Também ficaria de olho nos modelos Asus TUF dessa categoria.
Um dos modelos citados entrega Quad HD, 210 Hz, 0,3 ms, FreeSync Premium e novamente os três anos de garantia. O problema é que o preço oscila bastante, então eu só consideraria se aparecesse em uma promoção boa.
Mini LED já muda bastante a conversa
Quando eu entro nos modelos mais caros, começo a encontrar tecnologias que realmente mudam a experiência de imagem.
Um exemplo é o Mini LED.
O TCL citado na fonte é um dos modelos que mais chama atenção justamente por combinar Mini LED com Quantum Dot. A proposta é entregar mais brilho, melhor contraste e pretos mais profundos do que eu normalmente encontraria em um monitor LCD convencional.
Ele também aparece com 300 Hz, HDR600 e FreeSync Premium, então não é um monitor focado somente em qualidade de imagem. Ele também tenta entregar bastante velocidade.
Eu acho esse tipo de monitor interessante porque começa a aproximar a experiência de imagem do que eu esperaria de um OLED, mas sem necessariamente entrar no mesmo preço.
Outra opção mencionada é um SuperFrame com Mini LED e resolução Quad HD. Nesse caso, a taxa de atualização cai para 180 Hz, mas eu ganho resolução.
Então, se eu tivesse que escolher entre velocidade e definição, eu pensaria bastante no que realmente faço no computador.
OLED é outro nível, mas eu já entraria com outra expectativa de preço
Quando eu chego nos monitores OLED, a conversa muda completamente.
O grande diferencial que eu vejo nessa tecnologia é o contraste. Como cada pixel consegue se iluminar individualmente e também desligar, o preto consegue ficar realmente preto.
Isso ajuda bastante na sensação de contraste, nitidez e profundidade da imagem.
Entre as opções citadas está o Samsung Odyssey OLED G5, com resolução Quad HD, 180 Hz e tempo de resposta anunciado de 0,03 ms. O preço mencionado fica na faixa de R$ 3.000 a R$ 3.200.
Também existe uma alternativa da LG UltraGear OLED, mais cara, mas trazendo 240 Hz, HDR400 e FreeSync Premium Pro, além de um pico de brilho maior segundo a comparação apresentada.
Aqui eu já não acho que faça sentido falar simplesmente “vale a pena”.
Se eu tenho esse orçamento e realmente quero uma experiência de imagem melhor, aí sim eu começaria a considerar OLED. Mas para jogar casualmente, eu não acho que seja obrigatório gastar tudo isso.
No fim, eu escolheria o monitor pensando no meu uso
Depois de olhar tantas opções, uma coisa ficou bem clara pra mim: eu não compraria um monitor simplesmente porque ele tem 300 Hz ou porque está escrito “gamer” na caixa.
Se eu estivesse com pouco dinheiro, eu procuraria um IPS de 144 Hz ou 180 Hz que tivesse um bom preço.
Se eu tivesse um orçamento intermediário, começaria a olhar para Quad HD.
Se minha prioridade fosse jogar competitivo, aí sim eu daria mais importância para 240 Hz, 300 Hz ou até mais.
E se eu quisesse realmente a melhor qualidade de imagem possível, começaria a olhar para Mini LED e OLED.
Outra coisa que eu passei a observar é o suporte. Parece um detalhe pequeno, mas ter ajuste de altura e inclinação pode fazer uma diferença enorme no dia a dia. E, como suportes articulados já não custam tanto quanto antigamente, eu também considero essa uma alternativa interessante para melhorar a posição do monitor sem precisar trocar de tela.
No meu caso, eu não acho que o monitor mais caro seja automaticamente o melhor.
Eu prefiro aquele modelo que entrega exatamente o que eu preciso e não me obriga a pagar por recursos que eu provavelmente nem vou perceber durante o uso.
Hoje, se eu fosse escolher novamente, eu começaria pelo orçamento, depois decidiria entre Full HD ou Quad HD e só então olharia para taxa de atualização, tipo de painel e tecnologias extras.
Porque no final das contas, é muito fácil ficar impressionado com 300 Hz, 0,3 ms e um monte de sigla. Difícil mesmo é encontrar um monitor que tenha tudo isso e ainda faça sentido para o meu bolso.



Publicar comentário