MacBook Neo vs MacBook Air M1: qual eu escolheria hoje?

MacBook Neo vs MacBook Air M1: qual vale mais a pena?

O MacBook Air M1 sempre foi, para mim, uma das opções mais fáceis de recomendar para quem queria entrar no mundo dos Macs sem gastar uma fortuna. Mesmo vários anos depois do lançamento, ele continuou entregando um conjunto muito competente.

Só que agora apareceu um concorrente meio inesperado: o MacBook Neo.

Ele chegou justamente com a proposta de ser o novo MacBook de entrada da Apple e usa o A18 Pro, um chip originalmente desenvolvido para iPhone. Então eu fiquei com uma dúvida que provavelmente muita gente também vai ter: será que vale mais comprar o MacBook Neo novo ou pegar um MacBook Air M1?

Depois de comparar os dois, minha resposta não é tão simples quanto eu imaginava. O Air M1 ainda ganha em vários detalhes, enquanto o Neo começa a fazer bastante sentido quando eu olho para idade, preço e principalmente para o fato de ser uma máquina atual.

No design eu prefiro o MacBook Neo

Colocando os dois lado a lado, fica bem claro que eles são de gerações diferentes.

O MacBook Air M1 ainda usa aquele design clássico em formato de cunha. Ele começa mais grosso atrás e vai ficando mais fino na frente. Eu ainda acho bonito, mas não tem jeito, ele entrega um pouco a idade.

O Neo segue uma identidade bem mais próxima dos MacBooks atuais. Ele é mais quadradinho, compacto e tem uma distribuição de peso muito legal.

Além disso, existem mais opções de cores.

Os dois continuam com construção em alumínio e passam aquela sensação boa de produto bem construído. Então não acho que exista uma diferença gigantesca de qualidade aqui.

É muito mais uma questão visual.

E nesse caso, eu prefiro o MacBook Neo. Acho ele mais atual e elegante.

No armazenamento o Air M1 começa a mostrar suas vantagens

O MacBook Neo possui versões com 256 GB e 512 GB.

Já o Air M1 teve configurações que chegavam até 1 TB e 2 TB, dependendo da versão.

Mas não é só capacidade.

Quando eu olho para velocidade, o SSD do Air M1 é consideravelmente mais rápido.

Nos testes apresentados, o Neo ficou próximo de 1.600 MB/s, enquanto o Air M1 chegou perto de 3.000 MB/s em leitura e aproximadamente 2.300 MB/s em escrita.

Para quem simplesmente navega, escreve, assiste vídeos e usa aplicativos mais básicos, talvez isso passe completamente despercebido.

Agora, quando eu começo a trabalhar com arquivos grandes, edição ou qualquer tarefa que faça bastante acesso ao armazenamento, essa diferença começa a ficar mais interessante.

Aqui eu fico com o MacBook Air M1.

Os 8 GB de RAM continuam sendo aquela velha discussão

Os dois possuem 8 GB de memória RAM.

E eu sei que sempre aparece aquela discussão: “Como pode comprar computador com 8 GB hoje em dia?”

Também acho pouco quando comparo diretamente com notebooks Windows atuais. Só que a forma como o macOS trabalha com memória unificada acaba fazendo esses 8 GB funcionarem melhor do que o número sozinho faz parecer.

Para tarefas comuns, eu consigo trabalhar tranquilamente.

O problema começa quando entro em coisas muito específicas, principalmente virtualização, projetos pesados ou situações onde vários aplicativos grandes precisam ficar abertos ao mesmo tempo.

Outra coisa importante: não existe upgrade fácil depois.

Comprou 8 GB, vai continuar com 8 GB. Comprou determinado armazenamento, também não é simplesmente abrir o computador e colocar outro SSD.

Então eu pensaria bem nisso antes da compra.

A conectividade do MacBook Neo me incomoda bastante

Aqui está provavelmente uma das maiores diferenças entre eles.

Visualmente, os dois parecem semelhantes porque possuem duas USB-C. Só que essas portas são completamente diferentes.

No Air M1 eu tenho duas USB 4 com Thunderbolt e banda de até 40 Gb/s.

No Neo, uma é USB 3 de 10 Gb/s e a outra simplesmente USB 2.0 de 480 Mb/s.

Sinceramente, USB 2.0 em um MacBook lançado em 2026 é difícil de defender.

Além disso, o Air M1 consegue trabalhar com saída de vídeo de até 6K 60 Hz, enquanto o Neo fica limitado a 4K 60 Hz em um monitor.

No uso básico talvez isso não faça diferença nenhuma.

Mas imagina que eu quero conectar um monitor e um SSD externo ao mesmo tempo. A limitação das portas do Neo começa a aparecer rapidamente e provavelmente vou acabar dependendo de um hub.

Nesse ponto, o Air M1 é bem mais completo.

A tela do Neo me surpreendeu

Os dois ficam praticamente na mesma categoria de tamanho.

O Air M1 possui 13,3 polegadas enquanto o Neo tem 13 polegadas. Como as bordas do Neo são menores, ele acaba parecendo ainda mais compacto.

A resolução dos dois é muito próxima e ambos usam telas Retina IPS de 60 Hz.

Só que existe uma vantagem interessante no Neo: o brilho.

São aproximadamente 500 nits contra 400 nits do Air M1.

Na prática eu não acho que seja uma diferença capaz de transformar completamente a experiência, mas é uma melhoria que eu gosto de ter.

Nenhum dos dois está tentando competir com telas Mini LED ou OLED atuais. Para estudar, trabalhar, navegar e consumir conteúdo, porém, acho os dois muito bons.

O som e a câmera são melhores no Neo

Eu gosto mais do posicionamento dos alto-falantes do Air M1 porque eles ficam direcionados para mim.

No Neo eles ficam nas laterais.

Só que, deixando preferência de lado, o Neo entrega um som mais potente, com uma apresentação mais encorpada.

Na câmera a diferença também apareceu.

Nenhum dos dois possui aquela câmera Center Stage dos Macs mais recentes, mas comparando diretamente, achei a imagem do Neo mais definida e com um enquadramento um pouco mais aberto.

Para quem participa bastante de reunião, aula ou chamada de vídeo, eu considero uma melhoria bem-vinda.

Mas por que tiraram a iluminação do teclado?

Aqui eu tenho que dar o ponto para o Air M1.

O teclado dele é retroiluminado. O Neo não é.

Durante o dia isso praticamente não importa. Só que quando eu uso o notebook de noite, principalmente num quarto escuro, faz falta.

Não chega a ser algo que inviabilize o computador para mim. Depois de algum tempo usando o teclado eu já sei onde praticamente todas as teclas estão.

Mesmo assim, quando preciso encontrar alguma tecla de função específica no escuro, sinto falta da iluminação.

Então considero claramente uma economia feita para deixar o Neo mais barato.

O trackpad também é melhor no Air M1

O trackpad do Neo é bom. Muito bom, na verdade.

Só que o Air M1 possui Force Touch, feedback tátil e diferentes níveis de pressão. Além disso, por causa do tamanho do notebook, a área disponível também é maior.

O Neo utiliza um mecanismo mais tradicional e exige um pouco mais de pressão para clicar.

No meu uso diário a diferença foi menor do que eu imaginava.

Se eu não tivesse os dois lado a lado, provavelmente nem ficaria pensando nisso.

Mas tecnicamente falando, o trackpad do Air M1 é superior.

Na bateria eu ainda prefiro o Air M1

O Neo possui uma bateria de 36 Wh enquanto o Air M1 traz aproximadamente 50 Wh.

É verdade que o A18 Pro é mais moderno e extremamente eficiente, então a diferença de capacidade não se transforma diretamente na mesma diferença de autonomia.

Mesmo assim, o Air M1 leva vantagem.

Segundo os números citados no comparativo, são até 15 horas de navegação no Air M1 contra 11 horas no Neo. Em reprodução de vídeo, a diferença cai para 18 contra 16 horas.

No uso real, o Neo ainda consegue entregar uma autonomia muito boa. O problema é que estamos comparando ele justamente com um dos notebooks que ficou conhecido pela eficiência energética.

Então aqui eu continuo escolhendo o Air M1.

E o tal chip de iPhone? O A18 Pro é realmente pior que o M1?

Essa provavelmente é a parte que mais me interessou nesse comparativo.

O Neo utiliza o A18 Pro, enquanto o Air utiliza o clássico M1.

O A18 Pro é muito mais novo e possui dois núcleos de desempenho e quatro de eficiência. O M1, apesar de mais antigo, possui quatro núcleos de desempenho e quatro de eficiência.

E isso gera uma situação curiosa.

No Geekbench 6 em single-core, o M1 marcou 2.413 pontos enquanto o A18 Pro chegou a 3.538.

É uma vantagem enorme para o Neo.

Só que quando eu vou para multicore, a diferença praticamente desaparece. Em outros testes mais pesados, o M1 consegue até passar na frente justamente por possuir mais núcleos de alto desempenho.

Então eu resumiria assim:

para tarefas que dependem de um ou poucos núcleos, o Neo é mais rápido. Quando começo a exigir vários núcleos durante bastante tempo, o M1 consegue reagir muito bem.

Isso também mostra porque olhar simplesmente para “chip de iPhone” pode acabar enganando. O A18 Pro é extremamente rápido, mesmo sendo originalmente um chip pensado para celular.

Em edição de vídeo o velho M1 ainda conseguiu ganhar

Na GPU os dois ficaram surpreendentemente próximos.

No Geekbench 6, o Air M1 marcou 32.362 pontos contra 31.268 do Neo. Estamos falando de aproximadamente 3,4% de diferença.

Só que em desempenho sustentado a coisa ficou um pouco mais interessante.

Em um projeto 4K no DaVinci Resolve, com correção de cor e mixagem de áudio, os dois conseguiram editar normalmente.

Na exportação, porém, o Neo terminou em 3 minutos e 9 segundos, enquanto o Air M1 fez a mesma tarefa em 2 minutos e 46 segundos.

Ou seja, o Neo ficou aproximadamente 14% atrás nesse teste.

Não é uma diferença absurda, mas mostra novamente que idade não conta toda a história.

O M1 continua sendo um chip extremamente competente.

Para jogos eu praticamente empataria

Também foi testado Cyberpunk 2077.

E aqui eu achei engraçado porque praticamente não existe diferença.

O Air M1 ficou em aproximadamente 36,69 FPS enquanto o Neo chegou a 36,65 FPS.

É praticamente a mesma coisa.

Nenhum desses dois computadores seria minha primeira escolha para jogar, obviamente, mas achei interessante ver que eles conseguem entregar resultados tão próximos mesmo com arquiteturas e idades tão diferentes.

Então eu compraria o MacBook Neo ou o Air M1?

Se eu ignorasse completamente preço e idade, o MacBook Air M1 ainda entrega uma experiência mais premium.

Ele tem SSD mais rápido, Thunderbolt, teclado retroiluminado, trackpad Force Touch, bateria maior e consegue ser tão rápido quanto ou até mais rápido em algumas tarefas pesadas.

No comparativo original, inclusive, ele terminou na frente do Neo quando essas características foram colocadas na pontuação.

Só que existe um problema enorme nessa comparação: estamos falando de um computador lançado em 2020 contra um modelo atual.

E isso muda minha decisão.

Se eu encontrar um Air M1 usado, muito bem conservado e consideravelmente mais barato, ainda acho uma compra muito interessante. É impressionante o quanto esse computador envelheceu bem.

Agora, pagando valores próximos, eu tenderia a escolher o MacBook Neo novo.

Não porque ele destrói o M1 em desempenho, porque claramente não destrói. Na verdade, em várias situações acontece justamente o contrário.

Eu escolheria pela combinação de produto atual, design mais novo, câmera melhor, tela mais brilhante e principalmente pela perspectiva de comprar uma máquina nova que deve continuar sendo comercializada e atualizada nas próximas gerações.

O preço é o que realmente pode decidir essa disputa.

Se o Neo cair para uma faixa realmente competitiva, como algo próximo dos R$ 4.500 citados como expectativa no comparativo, eu acho que fica cada vez mais difícil justificar pagar muito mais em um Air M1 lacrado só porque ele possui alguns recursos superiores.

No final, eu vejo assim: o MacBook Air M1 ainda é tecnicamente melhor em vários pontos, mas o MacBook Neo pode acabar sendo a compra mais lógica dependendo do preço.

E talvez essa seja a coisa mais impressionante dessa comparação. Mesmo depois de tantos anos, o M1 ainda consegue dar trabalho para um MacBook recém-lançado.

Matheus Cunha é redator profissional, sendo uma referência, formado em jornalismo pela UFPEL, com mais de 10 anos em jornalismo digital. Especialista em otimização para buscadores e SEO. Formado também em Marketing, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos reais, precisos e estratégicos. Contato: matheuscunha@creditfinanceiro.com.br

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