Logitech G Pro X Superlight 2: depois de 1 ano usando, ainda acho que vale a pena?

Eu já tinha bastante curiosidade sobre o Logitech G Pro X Superlight 2, principalmente porque é um mouse que aparece muito entre jogadores competitivos e sempre teve aquela fama de ser um dos melhores mouses sem fio. Só que uma coisa é usar durante alguns dias para fazer um review, outra bem diferente é passar um ano inteiro com ele.

Foi justamente depois desse tempo de uso que eu consegui ter uma opinião mais sincera sobre o mouse. E já adianto uma coisa: eu gostei bastante dele, mas também encontrei alguns pontos que eu não esperava, principalmente na versão branca.

O primeiro detalhe que eu acho importante deixar claro é que o Superlight 2 não tem Bluetooth. O wireless dele funciona através do receptor USB Lightspeed. Para jogar isso é ótimo, porque a conexão é muito rápida e estável, mas acaba sendo menos conveniente se eu quiser usar o mouse em vários dispositivos.

Se eu quisesse conectar diretamente no notebook por Bluetooth, por exemplo, não conseguiria. Eu precisaria usar o receptor USB.

No meu caso isso não chegou a ser um problema, porque uso o mouse principalmente no computador, mas acho importante saber disso antes de comprar. Às vezes a pessoa vê “mouse sem fio” e já imagina que vai funcionar via Bluetooth também, e não é bem assim.

A versão branca é bonita, mas eu não compraria novamente

Eu usei a versão branca durante todo esse período e aqui apareceu uma das coisas que mais me incomodaram.

Eu gosto bastante de setup branco, só que depois de um ano de uso dá pra perceber que o mouse não mantém a mesma aparência de quando saiu da caixa.

Mesmo limpando com frequência, algumas regiões começaram a ficar com aspecto mais encardido, principalmente onde minha mão fica encostada. Isso aparece nos botões principais, nas laterais e na região onde a palma apoia.

O mais curioso é que não parece simplesmente sujeira acumulada. O material vai mudando de aparência com o tempo e a versão branca acaba mostrando isso muito mais.

A estrutura em si continuou firme. O mouse não começou a descascar e a textura ainda está boa, mas visualmente ele perdeu um pouco daquele aspecto de produto novo.

Se eu fosse comprar o Superlight 2 novamente hoje, eu provavelmente escolheria o preto só para não ter essa preocupação.

O peso continua sendo uma das melhores coisas

Uma das características que mais gostei no Superlight 2 é o peso.

São aproximadamente 60 gramas e, quando eu pego o mouse depois de usar modelos mais pesados, a diferença é bem perceptível. Ele parece muito leve na mão, quase como se eu estivesse segurando nada.

Apesar disso, eu fiquei surpreso com a construção.

Normalmente quando vejo um mouse muito leve e feito basicamente de plástico, eu já fico imaginando que ele pode apresentar algum tipo de flexão ou barulho depois de bastante tempo. Só que não foi o que aconteceu comigo.

Depois de um ano de uso intenso, a estrutura continua bem firme. Eu consigo apertar as laterais e não percebo peças soltas ou aquela sensação de que a carcaça está cedendo.

Nesse aspecto eu acho que a Logitech acertou bastante.

O formato também continua seguindo a linha tradicional do Superlight. É um desenho que eu considero bem fácil de adaptar, principalmente para quem tem mãos médias ou grandes.

Eu consigo usar diferentes tipos de pegada sem sentir que o formato está me obrigando a posicionar a mão de uma determinada maneira. Para mim, isso ajuda bastante no conforto durante sessões mais longas.

Os cliques ficaram melhores com o tempo

Uma das mudanças mais importantes do Superlight 2 está nos switches.

A Logitech utiliza os switches Lightforce, que combinam uma sensação de clique mecânico com acionamento óptico.

Eu não vou entrar em toda a parte técnica porque, sinceramente, o que mais importa para mim depois de um ano é como eles se comportaram no uso real.

E aqui eu não tive problemas.

Eu já usei o mouse por bastante tempo jogando e nunca tive um clique sendo registrado duas vezes por engano. Isso é importante porque o famoso double click foi um problema relatado em vários mouses mecânicos ao longo dos anos.

No começo eu achei os cliques do Superlight 2 um pouco mais pesados e barulhentos do que os do Superlight 1. Só que depois de alguns meses eles pareceram ficar mais macios.

Hoje eu gosto bastante da sensação.

Os botões laterais também melhoraram em relação à primeira versão. Eu achava os do Superlight 1 um pouco mais borrachudos, enquanto no Superlight 2 eles parecem mais firmes e passam uma sensação melhor quando eu aperto.

O sensor é excelente, mas eu não uso nem perto do limite

O sensor utilizado é o Hero 2 e, na prática, eu não tenho absolutamente nenhuma reclamação sobre precisão.

Durante os jogos ele acompanha meus movimentos muito bem e eu não sinto aquelas acelerações estranhas ou qualquer comportamento que atrapalhe minha mira.

A Logitech também liberou posteriormente uma atualização que permite usar o mouse com até 8.000 Hz de polling rate e até 44.000 DPI.

Só que aqui eu acho importante separar especificação de uso real.

Eu consigo usar 8.000 Hz, mas não vejo motivo para deixar isso ativado o tempo inteiro. A diferença existe, mas para uma pessoa comum ela é muito menor do que a ficha técnica faz parecer.

Eu normalmente prefiro usar 2.000 Hz porque já sinto o mouse bastante responsivo e não preciso sacrificar tanta bateria.

Quando eu coloco 8.000 Hz, o consumo aumenta bastante e o ganho de desempenho que eu percebo não justifica ficar usando essa configuração o tempo todo.

Se eu tivesse um monitor de altíssima taxa de atualização e estivesse tentando extrair absolutamente tudo do equipamento, talvez eu pensasse diferente. Para o meu uso, porém, 2.000 Hz já é mais do que suficiente.

Então eu vejo os 8.000 Hz como uma função legal de ter, mas não como algo que vai transformar a minha jogabilidade.

A bateria é realmente muito boa

Se tem uma coisa que me impressionou depois de um ano é a bateria.

Eu uso o Superlight 2 praticamente todos os dias e, sinceramente, muitas vezes eu esqueço que preciso carregá-lo.

Com uma utilização normal, consigo passar bastante tempo sem conectar o cabo. A autonomia chega a ser tão boa que o carregamento não faz parte da minha rotina.

Obviamente, se eu ficar usando 8.000 Hz o tempo inteiro, a situação muda bastante. A taxa de polling mais alta consome mais bateria e reduz consideravelmente a autonomia.

Mas usando uma configuração mais equilibrada, eu consigo ficar muito tempo longe do carregador.

Outra mudança que gostei foi a porta USB-C. Na geração anterior ainda tínhamos Micro USB e, depois de me acostumar com USB-C em praticamente todos os meus dispositivos, voltar para o conector antigo seria bem chato.

Gostei dos acessórios que vêm na caixa

A Logitech também manda alguns acessórios interessantes junto com o mouse.

Eu recebi uma extensão para o receptor, grip tape para melhorar a pegada e uma peça alternativa para a região onde o dongle pode ser armazenado.

Também existe uma opção com uma base que ajuda no deslizamento, então eu posso escolher a configuração que faz mais sentido para mim.

Além disso, o Superlight 2 é compatível com o Powerplay, aquele sistema de mousepad da Logitech que consegue manter o mouse carregado enquanto ele está sendo utilizado.

É uma solução interessante, mas obviamente só faz sentido para quem já possui ou pretende comprar esse mousepad, porque é um investimento separado.

O software também melhorou

Pelo G Hub eu consigo controlar várias configurações do mouse, incluindo o DPI, que pode chegar a números absurdamente altos.

Eu particularmente não vejo nenhuma utilidade em usar 44.000 DPI. É aquele tipo de especificação que chama atenção no anúncio, mas que eu dificilmente usaria no meu dia a dia.

Uma função que eu acho mais interessante é o ajuste de Lift Off Distance.

Basicamente, isso controla a altura em que o sensor para de rastrear o movimento quando eu levanto o mouse do mousepad.

Eu costumo deixar em uma configuração intermediária porque gosto de reposicionar o mouse sem que o cursor ou a mira dê aquele pequeno movimento que pode acontecer quando o sensor continua detectando a superfície.

É um detalhe pequeno, mas para quem joga bastante pode fazer diferença.

E o preço? É aí que eu começo a pensar duas vezes

Depois de tudo isso, chegamos na parte mais complicada: o preço.

Na faixa de R$ 700 a R$ 800, eu considero o Superlight 2 um mouse caro. Principalmente porque atualmente existem várias opções de marcas chinesas que custam bem menos e oferecem sensores e características bastante competitivas.

Então por que eu escolheria Logitech?

No meu caso, a resposta está principalmente na confiança que tenho na marca, na construção do produto e na garantia.

Eu prefiro pagar mais caro por um produto que sei que possui assistência e garantia no Brasil do que economizar bastante em um mouse importado e depois ter dor de cabeça caso alguma coisa dê errado.

Também existe a questão da revenda. A linha Superlight é muito conhecida e isso facilita bastante caso eu queira vender o mouse futuramente.

Mas mesmo levando tudo isso em consideração, eu ainda acho que o preço é um dos maiores pontos negativos.

Se eu encontrar uma promoção boa, consigo justificar com muito mais facilidade. Pagar o valor cheio já é uma decisão que eu pensaria bastante.

Depois de um ano, eu compraria novamente?

Sim, mas provavelmente escolheria a versão preta.

Depois de um ano de uso intenso, o que mais me surpreendeu foi justamente a durabilidade. Eu já tinha visto pessoas questionando se um mouse tão leve poderia ser resistente, mas a minha experiência foi positiva.

A estrutura continua firme, os cliques continuam funcionando bem, o sensor continua preciso e a bateria ainda entrega uma autonomia excelente.

Para mim, os principais pontos positivos são justamente esses: peso muito baixo, boa construção, sensor excelente, cliques confiáveis, bateria muito longa e USB-C.

O que me incomoda fica mais na parte do preço e no desgaste visual da versão branca.

Também não acho que os 8.000 Hz sejam motivo suficiente para alguém comprar esse mouse. É uma tecnologia interessante, mas não vai fazer milagre.

No final, eu vejo o Logitech G Pro X Superlight 2 como aquele tipo de mouse que eu compro e consigo ficar usando por vários anos sem sentir necessidade de trocar toda hora.

Ele não vai melhorar minha mira sozinho e também não vai transformar alguém em jogador profissional. O equipamento pode ajudar, mas no fim das contas ainda sou eu que preciso treinar.

Depois de um ano usando o Superlight 2, minha impressão continua sendo bastante positiva. É um mouse caro, isso eu não tenho como negar, mas a experiência que tive até agora me mostrou que ele também é um produto feito para durar.

Se eu encontrasse uma boa oferta e estivesse procurando um mouse leve, sem fio e focado principalmente em desempenho, eu compraria novamente. Só dessa vez eu iria de preto.

Matheus Cunha é redator profissional, sendo uma referência, formado em jornalismo pela UFPEL, com mais de 10 anos em jornalismo digital. Especialista em otimização para buscadores e SEO. Formado também em Marketing, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos reais, precisos e estratégicos. Contato: matheuscunha@creditfinanceiro.com.br

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